Como futebol de botão uniu pai e filhos, e virou tradição em casa no interior de SP: 'Rola uma magia'

  • 07/03/2026
(Foto: Reprodução)
Como futebol de botão uniu família e virou ritual semanal dentro de casa do interior de SP Dois gols, dois times e uma mesa. A paixão pelo futebol de botão, que parecia adormecida no sangue da família Tagliacolli, de Ribeirão Preto (SP), acabou unindo novamente o patriarca Ocimir e os filhos Lucas, de 22 anos, e André, de 19. O jogo, que fez parte da infância de Ocimir, voltou a ganhar protagonismo juntamente com os filhos após 40 anos. Ele conta que quando era criança, jogava “onde dava”, na mesa da cozinha, na soleira de casa ou em qualquer superfície lisa que servisse de campo improvisado. "Tinha uns oito, nove anos. A gente se encontrava, assim, de sábado à tarde e domingo pra jogar, molecadinha se divertia. Onde dava pra jogar, a gente jogava, na mesa da cozinha, soleira de casa, onde estava lisinho, a gente jogava", recorda. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Com o tempo, vieram os estudos, o vestibular e a rotina adulta. Os amigos de Ocimir seguiram caminhos diferentes e o futebol de botão ficou guardado, mas nunca descartado. "Em um momento da vida, a gente deu uma paradinha, ficamos adolescente. Eu já comecei a estudar pra vestibular, esses amigos, assim, que a gente tinha, que eram do botão, foram desaparecendo, cada um foi pra um lado. Mas, assim, os meus botões, eu sempre mantive eles." Futebol de botão virou paixão na vida de Ocimir ainda na infância Tábata Barbosa Paixão de pai para filho Anos depois, já pai de três filhos, Ocimir tentou apresentar o jogo aos dois mais velhos ainda na infância, mas ele explica que os tablets e outras distrações digitais da época tiraram as crianças do foco. "Quando eu vi que eles já estavam maiorzinhos, comecei a apresentar pra eles. Aí, a gente ficava, assim, gente incentivada de jogar. Só que eles já nasceram em outra época, né? Eles já tinham tablet e outras coisas pra eles brincarem." A reaproximação veio anos depois, de forma inesperada. Ocimir conta que durante o período em que o filho mais velho, Lucas, foi morar fora para estudar, ele ligou dizendo que encontrou um conjunto de futebol de botão e decidiu comprar para jogar com o pai. "Do nada, ele me ligou e falou assim: 'Pai, eu estava com a minha namorada aqui, passei numa vendinha, e achei uns joguinhos de botão'. Ele mandou uma foto para mim, e eu questionei: 'Mas o que você tá fazendo com isso aí, rapaz?'. Ele falou assim: 'Quando a gente não tiver nada pra fazer, a gente joga'", lembra Ocimir. Ocimir jogando futebol de mesa ao lado do filho mais velho Lucas Tábata Barbosa O gesto reacendeu a antiga paixão do pai e despertou também a curiosidade do filho mais novo, André. A prática ganhou espaço fixo aos sábados dentro de casa. Ocimir comprou uma nova mesa oficial, que hoje ocupa metade da sala e permanece armada, pronta para as partidas em família. E o detalhe que mais chama atenção de Ocimir é o que fica de fora desses encontros: as telas. "Se eu te falar que a gente não tira nem foto, eu não estou mentindo. Então, assim, a gente fica entretido, cada um pega dois times pra jogar, e já vai dar aquela lustrada na mesa, vai polir o botão, e fica totalmente aqui, envolvido com o mundo." Família Tagliacolli, de Ribeirão Preto (SP), tem como hábito semanal a prática do futebol de botão Acervo pessoal Unidos pelo time Além das partidas em casa, os três passaram a frequentar a Liga Mogiana de Futebol de Mesa e vão ser rivais na Copa do Mundo de Futebol de Botão, que será realiza no mês de junho em Ribeirão Preto. "O pessoal da liga estava em busca de jogadores, aí eu cabei entrando e a nós nos encontramos lá. Agora, surgiu a oportunidade de jogar a Copa do Mundo e aí cada um escolheu uma seleção e, por coincidência, nós três caímos na mesma chave. Vai ser especial competir entre pai e filhos", relata Ocimir. Além da competição, Ocimir afirma que a principal conquista desse retorno ao futebol de mesa é a união. Ele acredita que esses momentos em família serão transmitidos pelos filhos às futuras gerações, fortalecendo ainda mais os laços construídos por meio do esporte. "Eu creio que esse hobby pode ir para as futuras gerações da família, porque na hora que você começa a jogar, o futebol de botão é apaixonante. Rola uma magia, assim, que quem olha de fora é uma bobeirinha, mas na hora que está ali, conforme que você vai jogando, vai acontecendo a jogada, cada lance é empolgante. E parece que não, mas acaba sendo iniciante. Estar unido em família realmente é show de bola, esse momento é maravilhoso para a gente aqui em casa, é muito bacana". concluiu. Liga Mogiana de Futebol de Botão durante evento em Ribeirão Preto (SP) Tábata Barbosa *Sob supervisão de Helio Carvalho Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

FONTE: https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2026/03/07/como-futebol-de-botao-uniu-pai-e-filhos-e-virou-tradicao-em-casa-no-interior-de-sp-rola-uma-magia.ghtml


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